A Terapia Familiar é uma intervenção apoiada num diálogo que se constrói e desenvolve num tempo, que se inicia pelo estabelecimento de relação entre o terapeuta e a família, e uma avaliação inicial das dificuldades vividas, envolvendo um terapeuta e uma família, que normalmente se encontra em sofrimento.
É uma procura de novas alternativas, novas visões, que não passa por resolver os problemas ou tentar corrigir erros mas sim, por ajudar a família a reconhecer a sua própria competência, dando-lhe auto-confiança e novas energias para continuarem a sua participação na resolução dos seus problemas.
O papel do terapeuta, é o de criar um espaço seguro, para que a família se encontre motivada para a mudança.
O processo terapêutico é diferente porque todas as famílias são diferentes. No nosso núcleo, seguimos um modelo sistémico, que reúne toda a família, ou os elementos que vivem em conjunto, com o objetivo de retratar e situar toda a dinâmica daquela família, existindo espaço para que todos abordem as suas sensações e em simultâneo consigam criar novas relações, novas resoluções. Para nós, a Terapia Familiar não é uma terapia à família, mas com e na família, para os ajudar a reencontrar o equilíbrio e bem-estar, a partir de uma abordagem sistémica, orientada para as soluções e recursos.
Neste modo de intervenção, o Núcleo, oferece uma caminhada que permite ao casal, e a cada elemento por si, obter a relação e o amor que querem. É um processo exploratório, reflexivo e trabalhoso, que leva os casais através de um passeio emocional, quer para resolver crises agudas, quer para melhorar simplesmente a vida a dois. Faz-se através de uma análise inicial, das diversas questões geradoras dos conflitos, e depois com o recurso a diversas técnicas (ex.: técnicas de comunicação, role playing, TPC, cartas, discussões guiadas, reencontro intimidade) coloca-se o casal em situações de resolução das diversas questões identificadas.
O técnico, ou técnicos, acompanham a família de próximo, durante algumas sessões pré-definidas, durante as quais, nos ambientes em que for necessário (casa, supermercado, escola, etc.), onde se abordam os temas que estão a gerar conflito, ou dificuldades familiares, e de uma forma prática, a família recebe aconselhamento e ferramentas para pôr em prática, durante o acompanhamento (ex.: calendários, agendas, listas de afazeres, listas mensais de tarefas, deadlines). Os temas que muitas vezes são abordados podem ser: stress familiar, falta de tempo, gestão de espaços, horários caóticos, papéis e funções de cada elemento, tarefas diárias, planeamentos anuais, cortes financeiros, etc.).
O técnico, acompanha a mulher/mãe/filha de próximo, durante algumas sessões pré-definidas, durante as quais, nos ambientes em que for necessário, abordamos temas que estão a causar conflito, desconforto, dificuldades familiares ou de casal, e de uma forma prática, a pessoa recebe aconselhamento e ferramentas para pôr em prática, durante o acompanhamento. No coaching feminino, alguns dos temas abordados são:
- Balanceamento entre passado e presente, os novos papéis resultantes da emancipação e os seus sentimentos de culpa e a gestão da nova vida feminina;
- A lida da casa, partilhada ou não?
- Peso ideal, dietas e dificuldades;
- Carreira vs Profissão ou vs Emprego, filhos ou não?
- Os filhos, educar sem culpa…
- Igualdade ou diferença de género, como viver com.
Consciente dos vários desafios que se colocam ao indivíduo com deficiência e à sua família, o PIN oferece agora uma psicoterapia para ajudar a criança ou adulto com deficiência, no seu processo de integração, tenha esta sido adquirida, causada por uma doença, ou provenha de alguma questão genética. Este tipo de acompanhamento dá à pessoa com deficiência e à sua família, a hipótese de desenvolver um plano reabilitativo, de se ajustar a sentimentos novos e de poder sentir apoio em áreas muitas das vezes negligenciadas. É um método de intervenção que aposta no desenvolvimento de um novo projeto de Vida, ou a adequação do anterior, num compromisso formulado entre o terapeuta, o cliente e os principais prestadores de cuidados.
Com esta intervenção, que se centra num modelo mais psicoeducativo ou de gestão acompanhada da Vida do prestador de cuidados, os técnicos do Núcleo, tentam ajudar a pessoa que cuida a aprender a cuidar de si também, a restabelecer distâncias que lhe permitam manter a ajuda aos entes queridos, mas ao mesmo tempo, conseguir ter ou manter um estilo de vida saudável, para conseguir continuar a representar esse mesmo papel. Muitas das vezes os prestadores de cuidados afundam-se em sentimentos de culpa quando reclamam algum tempo para si próprios. Este é outro tema que tem de ser abordado e aletrado junto do cuidador. Durante este tipo de acompanhamentos, os técnicos auxiliam a pessoa a conseguir identificar aspetos da sua Vida que podem ser alterados para ganhar tempo, conseguir cumprir as suas funções, mas também conseguir manter uma Vida própria rica e preenchida. Neste tipo de intervenção faz-se também um trabalho preventivo da depressão, pois muitas das vezes durante a prestação de cuidados a falta de cuidado com o próprio causa situações limite, assim como, por cessação da prestação de cuidados, seja por que motivo for, há de repente um vazio na vida desta pessoa que tem de ser preenchido saudavelmente.
Os programas de intervenção serão sempre pensados com a família à medida das necessidades da crianças e da dinâmica familiar. Os programas poderão ser focados numa ou mais das seguintes dimensões: